24.5.12

Old love

I can feel your body
When I'm lying in bed
There's too much confusion
Going around through my head

And it makes me so angry
To know that the flame still burns
Lord, why can't I get over?
Man when will I ever learn?

Old love, leave me alone
Old love, just go on home

I can see your face
But I know that it ain´t real
Just an illusion
Caused by how I used to feel

And it's making me so angry
I know that the flame will always burn (flame will always burn)
I ain't never gonna get over
I know now that I'll never learn

19.5.12

Que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu

O que fazer com o que fica? Com o que sobra dentro da gente? Saudade é o amor que fica. E a gente nunca sabe se ela vai sumir ou se vai estar sempre ali, acendendo uma chama, cheia de todas as lembranças ou de um momento simples, em que o sentimento foi verdadeiro, sincero e lindo.

A vida não se constrói apenas de bons momentos. Mas o que acontece quando perdemos momentos que foram, seriam ou serão sempre bons?

Alguns dizem que o ser humano está sempre em busca de repetir e experimentar os momentos bons que já vivenciou. Talvez seja essa a questão. Eles nunca voltarão, nunca serão os mesmos. E o sentimento também muda com o tempo e o passar dos novos momentos.

O apego acontece justamente quando queremos manter um espacinho para a lembrança permanente de um momento doce.O apego nos faz sensíveis, vulneráveis, prontos para o amor, a paixão, o ódio, a dor e as lágrimas, o desengano.
Mas não seria pior viver sem ele? Afinal, sem apego não há entrega, não há nada, nada verdadeiro.

O apego é aquele que vai nos fazer amar e também perder, e sofrer. Mas [e aquele que nos faz, acima de tudo, realmente sentir, e nos mantém vivos, em busca dos tais momentos, repetir os velhos, viver os novos, em busca dos sorrisos, em busca do amor.

20.2.12

Porto seguro onde eu voltei.

Um dia a gente teve um porto seguro. Um lugar pro barco aportar, sempre, quando quisesse. Uns dias passam, algumas tormentas, e esse porto já não está mais lá sempre, quando se quiser aportar. Às vezes o seu barco nem consegue mais chegar lá. E fica um vazio. O barco se cansa de tentar chegar e de vagar sem aportar em lugar algum. E então, em outra tormenta o barco se rompe...e acaba encalhado na praia. Quando todo o mar se estendia para ele, só depois de rompido, percebe, nunca se desejou tanto que o barco assim chegasse... Terra à vista!

15.2.12

but mostly, it's for the love.

My soul, is as open as the sky. Often time, it's just as blue. People tell me, I need to keep on dreamin'. That's just what I'm gonna do. Now everybody, wanna treat me like a house fly. Turn me around, and tell me to shoo. Wanna tell me, keep on dreamin'. That's just what I'm gonna do. 'Cause every moral, has a story. Every hand needs a glow. Sometimes it's full of glory. Oh, but mostly, it's for the love. It's the love.. . It's the love that pulls me through.

13.2.12

Mon pays est Paris

On dit qu'au delà des mers
Là-bas sous le ciel clair
Il existe une cité
Au séjour enchanté
Et sous les grands arbres noirs
Chaque soir
Vers elle s'en va tout mon espoir
J'ai deux amours
Mon pays et Paris
Par eux toujours
Mon cœur est ravi
Manhattan est belle
Mais à quoi bon le nier
Ce qui m'ensorcelle
C'est Paris, c'est Paris tout entier
Le voir un jour
C'est mon rêve joli
J'ai deux amours
Mon pays et Paris

9.2.12

Poema em linha reta

Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.


Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana


Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

7.2.12

Menos faminta e curiosa


"Se meus joelhos

Não doessem mais

Diante de um bom motivo

Que me traga fé

Que me traga fé...

Se por alguns

Segundos eu observar

E só observar

A isca e o anzol...

Ainda assim estarei

Pronto pra comemorar

Se eu me tornar

Menos faminto

E curioso

Curioso...

O mar escuro

Trará o medo

Lado a lado

Com os corais

Mais coloridos...

Valeu a pena

Sou pescador de ilusões...
"

Se eu ousar catar

Na superfície

De qualquer manhã

As palavras

De um livro

Sem final!

Final...

Valeu a pena

Sou pescador de ilusões.."