25.9.13

Transições

I want to wake up and know where I'm going
Say I'm ready
Say I'm ready
I want to go where the rivers are overflowing and
I'll be ready
I'll be ready to let the rivers wash over me
I'm ready to let the rivers wash over me

If the waters can redeem me
I'm ready
I'm ready
I'm ready to let the rivers wash over me
I'm ready to let the rivers wash over me

I want to wake up
I want to know where I'm going
I want to go where the rivers are over-flowing
I'm ready to let the rivers wash over me
I'm ready
I'm ready ...


23.9.13

Deixa ser o que será.

"You can't make yourself stop dreaming
Who you're dreaming of
If it's who you love then it's who you love"

-JM


19.9.13

Keep on dreaming.

My soul is as open as the sky
Often time it's just as blue
People tell me to keep on dreaming
That's just what I'm gonna do

Now everybody want to treat me like a house fly
Turn me around and tell me to shoo
They want to tell me to keep on dreaming
That's just what I'm gonna do

Every moral has a story
Every hand needs a glove
Sometime it's for the glory
Ah, but mostly, it's for the love
It's the love
It's the love
It's the love that pulls me through
So when they tell me to keep on dreaming
That's just what I'm gonna do

17.9.13

A simple little kind of free.

Had a little love, but I spread it thin
Falling in her arms and out again
Made a bad name for my game around town
Tore up my heart, and shut it down

Nothing to do
Nowhere to be
A simple little kind of free
Nothing to do
No one but me
And that's all I need

I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
'Cause I don't belong to anyone
Nobody belongs to me

I see my friends around from time to time
When their ladies let them slip away
And when they ask me how I'm doing with mine
This is always what I say

Nothing to do
Nowhere to be
A simple little kind of free
Nothing to do
No one to be
Is it really hard to see

Why I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
'Cause I don't belong to anyone
Nobody belongs to me

And this is not to say
There never comes a day
I'll take my chances and start again
And when I look behind
On all my younger times
I have to thank the wrongs
that led me to a love so strong

I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely
I'm perfectly lonely (Yeah)
'Cause I don't belong to anyone
Nobody belongs to me



Link: http://www.vagalume.com.br/john-mayer/perfectly-lonely.html#ixzz2fAYTZ22v

5.9.13

Eu sei... Quem sabe?

This is the soup
That i believe in
This is the smoke
I'm always breathin'
This is the way
I share my breakfast
This is the way
I serve my sentence

I know I know
I should lay low
I should stand tall



This is the beard
I'm always growin'
I know they're here
I see them floating
Her empress beards
They float so holy
Their beards are here
They gently hold me

Well who knows who knows
Yeah I may come home
Yeah I may return

This is the way
I'm always leaving
This is the soft
Voice of the evening
This is the way
I hear my father
These are the flames
That drown the water

Well I knew I knew
I could stand tall
I could lay low

This is the sound
That swims inside me
That circle sound
Is what surrounds me
This is the land
That grows around me
And these are the hands
That come in handy

Well we've known we've known
We've had a choice
We chose rejoice

Devendra <3

25.8.13

Daqui pra frente.

" Ser incentivada a assumir sua originalidade é o que, muito provavelmente, espera de quem se relaciona com você. "

15.8.13

O amor tá ali.

Amor que vai... Amor que vem.
Mas bom mesmo é ver que amor é coisa grande, tão maior que tudo, que vem em formas simples, em coisas terrenas, e logo, bem logo, passa a ser tudo ao redor e tomar conta de um jeito bom, um jeito de abraço, um jeito de dar colo pras almas do nosso mundinho. Amor é pra todos, é democrático, é muito mais que aquele garoto, que aquela turma, que aquelas palavras.
É coisa que emana mesmo, sem muito rumo, e quando abundante não é ruim, não sufoca.. só abraça, descansa os corações apressados da metrópole.
Vem num sorriso, vem no olho no olho, vem num gesto simples, vem em declarações verdadeiras e escancaradas, não de paixão não. Aqui não, aqui é um querer bem, um sorriso que planta aquela florzinha no outro, que cresce em tantos outros e a gente espera muito que se multiplique.
É clichê, pode ser meloso, mas é vida. E alimenta a vida.
É o que tem de mais bonito na humanidade, pra mim.

E aí eu sorrio mesmo, eu sinto mesmo, eu posso até chorar, vendo que entre tanta bagunça e desalento, o amor tá ali, aqui, sorrindo de volta.

6.8.13

A ausência é um estar em mim.

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

http://8tracks.com/thedarlingchild/feeling-folksy

Nosso tempo. É o meu tempo o tempo de Drummond.

(Carlos Drummond de Andrade)

I

Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.

II

Esse é tempo de divisas,
tempo de gente cortada.
De mãos viajando sem braços,
obscenos gestos avulsos.

Mudou-se a rua da infância.
E o vestido vermelho
vermelho
cobre a nudez do amor,
ao relento, no vale.

Símbolos obscuros se multiplicam.
Guerra, verdade, flores?
Dos laboratórios platônicos mobilizados
vem um sopro que cresta as faces
e dissipa, na praia, as palavras.

A escuridão estende-se mas não elimina
o sucedâneo da estrela nas mãos.
Certas partes de nós como brilham! São unhas,
anéis, pérolas, cigarros, lanternas,
são partes mais íntimas,
e pulsação, o ofego,
e o ar da noite é o estritamente necessário
para continuar, e continuamos.

III

E continuamos. É tempo de muletas.
Tempo de mortos faladores
e velhas paralíticas, nostálgicas de bailado,
mas ainda é tempo de viver e contar.
Certas histórias não se perderam.
Conheço bem esta casa,
pela direita entra-se, pela esquerda sobe-se,
a sala grande conduz a quartos terríveis,
como o do enterro que não foi feito, do corpo esquecido na mesa,
conduz à copa de frutas ácidas,
ao claro jardim central, à água
que goteja e segreda
o incesto, a bênção, a partida,
conduz às celas fechadas, que contêm:
papéis?
crimes?
moedas?

Ó conta, velha preta, ó jornalista, poeta, pequeno historiados urbano,
ó surdo-mudo, depositário de meus desfalecimentos, abre-te e conta,
moça presa na memória, velho aleijado, baratas dos arquivos, portas rangentes, solidão e asco,
pessoas e coisas enigmáticas, contai;
capa de poeira dos pianos desmantelados, contai;
velhos selos do imperador, aparelhos de porcelana partidos, contai;
ossos na rua, fragmentos de jornal, colchetes no chão da
costureira, luto no braço, pombas, cães errantes, animais caçados, contai.
Tudo tão difícil depois que vos calastes...
E muitos de vós nunca se abriram.

IV

É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso
na esquina. Tempo de cinco sentidos
num só. O espião janta conosco.

É tempo de cortinas pardas,
de céu neutro, política
na maçã, no santo, no gozo,
amor e desamor, cólera
branda, gim com água tônica,
olhos pintados,
dentes de vidro,
grotesca língua torcida.
A isso chamamos: balanço.

No beco,
apenas um muro,
sobre ele a polícia.
No céu da propaganda
aves anunciam
a glória.
No quarto,
irrisão e três colarinhos sujos.

V

Escuta a hora formidável do almoço
na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se.
As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas.
Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos!
Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa,
olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso.
Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida,
mais tarde será o de amor.

Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem.
O esplêndido negócio insinua-se no tráfego.
Multidões que o cruzam não vêem. É sem cor e sem cheiro.
Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul,
vem na areia, no telefone, na batalha de aviões,
toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem.

Escuta a hora espandongada da volta.
Homem depois de homem, mulher, criança, homem,
roupa, cigarro, chapéu, roupa, roupa, roupa,
homem, homem, mulher, homem, mulher, roupa, homem,
imaginam esperar qualquer coisa,
e se quedam mudos, escoam-se passo a passo, sentam-se,
últimos servos do negócio, imaginam voltar para casa,
já noite, entre muros apagados, numa suposta cidade, imaginam.
Escuta a pequena hora noturna de compensação, leituras, apelo ao cassino, passeio na praia,
o corpo ao lado do corpo, afinal distendido,
com as calças despido o incômodo pensamento de escravo,
escuta o corpo ranger, enlaçar, refluir,
errar em objetos remotos e, sob eles soterrados sem dor,
confiar-se ao que bem me importa
do sono.

Escuta o horrível emprego do dia
em todos os países de fala humana,
a falsificação das palavras pingando nos jornais,
o mundo irreal dos cartórios onde a propriedade é um bolo com flores,
os bancos triturando suavemente o pescoço do açúcar,
a constelação das formigas e usurários,
a má poesia, o mau romance,
os frágeis que se entregam à proteção do basilisco,
o homem feio, de mortal feiúra,
passeando de bote
num sinistro crepúsculo de sábado.

VI

Nos porões da família
orquídeas e opções
de compra e desquite.
A gravidez elétrica
já não traz delíquios.
Crianças alérgicas
trocam-se; reformam-se.
Há uma implacável
guerra às baratas.
Contam-se histórias
por correspondência.
A mesa reúne
um copo, uma faca,
e a cama devora
tua solidão.
Salva-se a honra
e a herança do gado.

VII

Ou não se salva, e é o mesmo. Há soluções, há bálsamos
para cada hora e dor. Há fortes bálsamos,
dores de classe, de sangrenta fúria
e plácido rosto. E há mínimos
bálsamos, recalcadas dores ignóbeis,
lesões que nenhum governo autoriza,
não obstante doem,
melancolias insubornáveis,
ira, reprovação, desgosto
desse chapéu velho, da rua lodosa, do Estado.
Há o pranto no teatro,
no palco ? no público ? nas poltronas ?
há sobretudo o pranto no teatro,
já tarde, já confuso,
ele embacia as luzes, se engolfa no linóleo,
vai minar nos armazéns, nos becos coloniais onde passeiam ratos noturnos,
vai molhar, na roça madura, o milho ondulante,
e secar ao sol, em poça amarga.
E dentro do pranto minha face trocista,
meu olho que ri e despreza,
minha repugnância total por vosso lirismo deteriorado,
que polui a essência mesma dos diamantes.

VIII

O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições, símbolos e outras armas
prometa ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta
um verme.

30.7.13

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir



Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

27.6.13

Posso entrar?

Will be drenched out by the shatterin' of verse
As the seasoned shifts lonely minds will drift
On the ocean in a build above its lore
As I knock your door from inside once more
How I wish a soothin' breeze would let me in
Shake my tambourine at your glowing dreams
So honey won't you let me in..

Now the snow will fall and the lover's call

25.6.13

L'amour pas pour moi

L'amour (Carla Bruni)

L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours

L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,

Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,


L'amour ça ne va pas,
C'est pas du Yves Saint Laurent,
Ca ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute d'essayer,
Et l'amour j'laisse tomber !

A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment !

21.6.13

Porque minha humanidade está também em acreditar em conjunções cósmicas...

...E entender muito bem quem sou eu. ;)

No tempo de Sagitário, o Sol pede aos homens que se alegrem e que se ponham em movimento. Por terem escolhido nascer neste tempo, recebem de Júpiter, o mais benéfico de todos os planetas, o melhor presente que um deus pode dar aos homens: o dom da fé. É daí que vem a capacidade de acreditar nos próprios sonhos e a coragem para enfrentar os desafios do desconhecido. Quem nasceu nessa época do ano tem dentro de si a chama sagrada que iluminou todos os grandes filósofos, que impulsionou todos os grandes aventureiros. Não é à toa que foi da Espanha, um país regido por Sagitário, que partiram os grandes navegantes. Protegidos por Júpiter, o pai de todos os deuses, os sagitarianos tem, mesmo sem querer, uma certa “pose”, um jeitão de que já nasceram sabendo de tudo. Quando recheiam essa pose com o verdadeiro conhecimento, se transformam em grandes professores, em líderes com a força de um Churchill, que conseguiu manter alta a moral da Inglaterra arrasada pelas bombas alemãs. Os sagitarianos tem um compromisso com a felicidade, com a alegria de viver. Amam os espaços abertos, os esportes, o sucesso. O problema deles é sempre um só: o exagero. Esperam muito da vida e às vezes se aborrecem com coisas que parecem ótimas para a maioria dos mortais. A única coisa que eles sabem que não sabem é lidar com as frustrações. O dom de Júpiter é a ilusão da onipotência e os sagitarianos se assustam e se irritam quando dão de cara com os próprios limites

(http://delas.ig.com.br/sagitario/)

13.6.13

Os tempos do "meio-sorriso".

Hoje eu vi um rosto, voltando do meu almoço... Era bem assim como mostra essa ilustração logo aí embaixo. E olhando pra ele, percebi que eu esboçava o mesmo. Sorrido apagado, meio tristonho, cabeça pra cima, olhos vazios, cheios de uma angústia que só ele, atrás do meio sorriso poderia saber.
São muitos os "meio-sorrisos" que vejo por aí ultimamente. Acho que eles vem de uma vida que pesa sobre suas costas, joga barbaridades no seu jornal, massacra seu famigerado tempo "Livre", que por ser uno, já virou "tempo preso". O tempo preso para ser livre de todo o resto que na vida pesada dele já é quase tudo.
Penso em todas as explosões de opiniões, perplexidades e atrocidades que andamos presenciando e não poderia combinar mais com o meio-sorriso daquele homem. Vê momentos de graça na sua vida, com muito esforço, e luta pra continuar de cabeça erguida em meio à barbárie, esperando que o seu tempo preso, um dia seja realmente livre.

10.6.13

It´s okay to have a calm life.


Pras almas com fome... é sempre bom lembrar.... saborear com calma a vida, as pessoas, a paz, os colírios, o amor.

21.4.13

Cantando com os olhos.

"So close your eyes
You can close your eyes, it's all right
I don't know no love songs
And I can't sing the blues anymore
But I can sing this song
And you can sing this song when I'm gone..."

5.4.13

Hora do café!

"Sem excessos de doçura ou amargura.
Forte
Doce…
Que ambos façam meu coração acelerar.
Que me mantenham vivo.

Um café e um amor… Quentes, por favor!
E que de nenhum deles eu sofra de vício,
Mas que de ambos,
Eu possa me dar ao luxo do hábito

Um café e um amor… Quentes por favor!
Pra ter calma nos dias frios.
Pra dar colo
Quando as coisas estiverem por um fio.

E que eles nunca tenham gosto de ontem
Nem anseiem pelo amanhã
Que me façam feliz nesse agora,
Que me abracem pela manhã."

Caio Fernando de Abreu

30.3.13

After all

"Chew every word to prevent what I know
From slipping right out of my fingers
Out of control, I don't know where to go
'Cause you were my map when I found you

Oh this could get lonely
After all, after all.."


24.3.13

O prumo e o peso

Uma amiga me mandou essas constatações em forma de poesia.. dizia assim:

"Song
The weight of the world
is love.
Under the burden
of solitude,
under the burden
of dissatisfaction
the weight,
the weight we carry
is love.
Who can deny?
In dreams
it touches
the body,
in thought
constructs
a miracle,
in imagination
anguishes
till born
in human--
looks out of the heart
burning with purity--
for the burden of life
is love,
but we carry the weight
wearily,
and so must rest
in the arms of love
at last,
must rest in the arms
of love.
No rest
without love,
no sleep
without dreams
of love--
be mad or chill
obsessed with angels
or machines,
the final wish
is love
--cannot be bitter,
cannot deny,
cannot withhold
if denied:
the weight is too heavy
--must give
for no return
as thought
is given
in solitude
in all the excellence
of its excess.
The warm bodies
shine together
in the darkness,
the hand moves
to the center
of the flesh,
the skin trembles
in happiness
and the soul comes
joyful to the eye--
yes, yes,
that's what
I wanted,
I always wanted,
I always wanted,
to return
to the body
where I was born."

--Allen Ginsberg