31.7.12
Never thought of heaven as a relevant spot...
Ainda bem...!
Sempre em busca dos sorrisos, sempre em busca de uma paz, sempre em busca do amor.
25.7.12
Aquela gravidade aonde o homem flutua
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu
24.7.12
Her name is Cherry!!
Amy Winehouse
Her name is Cherry
We've just met
But already she knows me
Better than you
She understands me
After eighteen years
And you still don't see me
Like you ought to do
Maybe we could talk 'bout things
If you was made of wood and strings
While I love her every sound
I dunno how to turn you down
You're so thick and my patience thin
So I got me a new best friend
With a pickup that puts you to shame
And Cherry is her name
And when I'm lonely
Cherry's there
And she plays along
While I sing out my blues
I could be crying
And you don't care
You won't call me back
You're stubborn as mule
Maybe we could talk 'bout things
If you was made of wood and strings
You might think I've gone too far
I'm talking 'bout my new guitar
17.7.12
Foge que eu te encontro...
Por eu ser só um
A nem a não a nem dá solidão
Foge que eu te encontro que eu já tenho asa
Isso lá é bom
Doce solidão..?"
Camelo, inspiração do momento.
14.7.12
Todo dia é um novo dia
My back turned towards the sun
Lord knows when the cold wind blows it’ll turn your head around
Now there’s hours of time on the telephone line to talk about things to come
Sweet dreams and flying machines in pieces on the ground...
I've seen fire and I've seen rain.."
Todo dia é dia de um olhar diferente..um novo sol, novas risadas, outros lugares, novos descansos pra alma...!
13.7.12
Até o fim raiar...
É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola
Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar...
Do Camelo, pra mim, pras morenas.
11.7.12
Do Camelo para me acalmar...
Esteja morena, você aonde for
Você sabe bem onde fica toda dor, morena.
A chuva e um tanto de tempo pra molhar
O vento que bate pra a gente se secar
Faço essa canção pra te acalmar
Esteja morena, você aonde estiver
Achava no peito de um outro protetor
Que a gente na vida foi feito pra voar..."
10.7.12
Dream, dream, dream...
In my arms
When I want you
And all your charms
Whenever I want you all I have to do
Is dream...
6.7.12
Da vida adulta e porradas.
Mas a vida adulta te guia a construir uma armadura, que seja uma rocha contra as barbaridades de fora, mas que tenha seus poros bem abertos pra respirar as emoções e os sentimentos, achar os sorrisos, derramar as lágrimas.
E os que tem muitos poros abertos e ainda armadura fraca nesse mundo maluco por aí às vezes leva flechada, bem no peito, e tantas vezes, está aberto pra porrada.
E como é difícil levantar depois de cada porrada.
Levantar e ter certeza de que seus poros abertos ainda fazem algum sentido de estarem ali, mas ao mesmo tempo sabendo que a armadura ainda é fraca, perto de todas as flechadas e porradas já levadas e que ainda levaremos por aí.
Nessas horas às vezes paramos, às vezes só respiramos, ouve-se uma música, lê-se uma poesia, recebe-se carinho, quiçá um ombro amigo, para se perceber apenas humano.
E que o homem, vil quanto possa ser, ainda é fonte de amor, de alguma paz, de alegrias, de alguma esperança.
Mas isso vale só para alguns. Para esses, todos meus poros abertos, para os outros, cito Fernando Pessoa: "Nunca conheci quem tivesse levado porrada...".
5.7.12
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura...
Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
(Gil, iluminado.)
26.6.12
A Palo Seco

perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu ando um pouco descontente
Desesperadamente eu canto em português
Eu ando um pouco descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Mas por força do meu destino
Um tango argentino
Me cai bem melhor que o blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero é que esse canto torto feito faca
Corte a carne de vocês
Haja coração.
I started to stumble
That's when I fell
Into a love
A thought came from above
I was under your spell
All the things that mattered
Were broken and shattered
One by one
I was so sad
But now I'm glad
That it's over and done
There's just one more thing
That I want to say
I truly loved you
But now I'm walking away
I put no one above you
But now I'm walking away
(j. Lang)
25.6.12
Eu canto meu blues :)
Pra te contar que as coisas andam bem
Por mais que você não acredite eu já posso acenar sem sua mão
Voltei a gargalhar sem seu bom humor
E quem olha pra mim não vê mais você
Mas veja vc, que mais do que nunca
Eu tenho certeza da nossa paixão
Eu canto meu blues
Pra perguntar se pra vc também
É bom que essa nossa loucura já tenha passado enfim
E porque não voltar a ser feliz sem ser por favor
É mais do que o fim
É "não" sem final
É o fim sem porém
E mais do que nunca eu te quero bem
É quase um blues tranquilo
Se é que há blues tranquilo, dizem que não
Devolvo aos pedaços a questão
Mas é que eu sonho ainda viver uma paixão
Que seja tranquila
E paixão tranquila, tal como o blues
É sempre ilusão
Oswaldo Montenegro
11.6.12
Sinto Encanto
Eu não quero nem saber
O que me espera
Eu acelero
Tomo um gole do que eu não conheço
E meu primeiro porre
Será um mistério imenso
Eu vim do avesso
Reverso do que era aceito
Ninguém sabe tudo
Nada é perfeito

Eu escuto fora
Com o ouvido de dentro
Eu me alimento
Do meu silêncio
E canto
Porque sinto um encanto
Sinto e canto
Z.Duncan/ P.Moska
8.6.12
7.6.12
I'm bold as love.
Queen jealousy, envy waits behind him.
Her fiery green gown sneers at the grassy ground.
Blue are the life giving waters taking for granted,
They quietly understand.
Once happy turquoise armies lay opposite ready,
But wonder why the fight is on.
But they're all, bold as love.
Yeah, they're all bold as love.
Yeah, they're all bold as love.
Just ask the Axis.
My red is so confident he flashes trophies of war
And ribbons of euphoria.
Orange is young, full of daring but very unsteady for the first go 'round.
My yellow in this case is no so mellow.
In fact I'm trying to say it's frightened like me.And all of these emotions of mine keep holding me
From giving my life to a rainbow like you.
But I'm a yeah, I'm bold as love,
Yeah yeah.
Well, I'm bold, bold as love.
Hear me talkin', girl.
I'm bold as love.
Just ask the Axis.
He knows everything. Yeah, yeah
24.5.12
Old love
When I'm lying in bed
There's too much confusion
Going around through my head
And it makes me so angry
To know that the flame still burns
Lord, why can't I get over?
Man when will I ever learn?
Old love, leave me alone
Old love, just go on home
I can see your face
But I know that it ain´t real
Just an illusion
Caused by how I used to feel
And it's making me so angry
I know that the flame will always burn (flame will always burn)
I ain't never gonna get over
I know now that I'll never learn
19.5.12
Que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu
A vida não se constrói apenas de bons momentos. Mas o que acontece quando perdemos momentos que foram, seriam ou serão sempre bons?
Alguns dizem que o ser humano está sempre em busca de repetir e experimentar os momentos bons que já vivenciou. Talvez seja essa a questão. Eles nunca voltarão, nunca serão os mesmos. E o sentimento também muda com o tempo e o passar dos novos momentos.
O apego acontece justamente quando queremos manter um espacinho para a lembrança permanente de um momento doce.O apego nos faz sensíveis, vulneráveis, prontos para o amor, a paixão, o ódio, a dor e as lágrimas, o desengano.
Mas não seria pior viver sem ele? Afinal, sem apego não há entrega, não há nada, nada verdadeiro.
O apego é aquele que vai nos fazer amar e também perder, e sofrer. Mas [e aquele que nos faz, acima de tudo, realmente sentir, e nos mantém vivos, em busca dos tais momentos, repetir os velhos, viver os novos, em busca dos sorrisos, em busca do amor.
20.2.12
Porto seguro onde eu voltei.
15.2.12
but mostly, it's for the love.
13.2.12
Mon pays est Paris
Là-bas sous le ciel clair
Il existe une cité
Au séjour enchanté
Et sous les grands arbres noirs
Chaque soir
Vers elle s'en va tout mon espoir
J'ai deux amours
Mon pays et Paris
Par eux toujours
Mon cœur est ravi
Manhattan est belle
Mais à quoi bon le nier
Ce qui m'ensorcelle
C'est Paris, c'est Paris tout entier
Le voir un jour
C'est mon rêve joli
J'ai deux amours
Mon pays et Paris
9.2.12
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
7.2.12
Menos faminta e curiosa
"Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé...
Se por alguns
Segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol...
Ainda assim estarei
Pronto pra comemorar
Se eu me tornar
Menos faminto
E curioso
Curioso...
O mar escuro
Trará o medo
Lado a lado
Com os corais
Mais coloridos...
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões... "
Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final!
Final...
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões.."
14.1.12
Tempo de amor
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
E se arrepender, e se conformar E se proteger de um amor a mais
7.12.11
Just a little patience
Just trying to get it right
It's hard to see with so many around
You know, I don't like being stuck in the crowd
And the streets don't change but, baby, the names
I ain't got time for the game...18.11.11
7.11.11
Don't Think Twice, It's All Right
It ain't no use to sit and wonder why, babe
If you don't know by now
An' it ain't no use to sit and wonder why, babe
It doesn't matter anyhow
When your rooster crows at the break of dawn
Look out your window and I'll be gone
You're the reason I'm trav'lin' on
Don't think twice, it's all right
It ain't no use in turnin' on your light, babe
That light I never knowed
An' it ain't no use in turnin' on your light, babe
I'm on the dark side of the road
Still I wish there was somethin' you would do or say
To try and make me change my mind and stay
We never did too much talkin' anyway
So don't think twice, it's all right
So it ain't no use in callin' out my name, gal
Like you never did before
It ain't no use in callin' out my name, gal
I can't hear you any more
I'm a-thinkin' and a-wond'rin' walking down the road
I once loved a woman, a child I'm told
I give her my heart but she wanted my soul
But don't think twice, it's all right
I'm walkin' down that long, lonesome road, babe
Where I'm bound, I can't tell
But goodbye's too good a word, babe
So I'll just say fare thee well
I ain't sayin' you treated me unkind
You could have done better but I don't mind
You just kinda wasted my precious time
But don't think twice, it's all right
16.10.11
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
15.10.11
Não há pérolas antes de fechar a concha.
A hunger to be free,
But I've learned through the years.
Don't encourage me.
'Cause I'm a lonely stranger here,
Well beyond my day.
And I don't know what's goin' on,
So I'll be on my way.
When I walk, stay behind;
Don't get close to me,
'Cause it's sure to end in tears,
So just let me be.
4.10.11
Noturnos, assim seja.
Quando amanhecer, arranje um cantinho no mundo,
onde haja água e música, e lá adormeceremos.
Quando anoitecer,
e o mundo estiver conformado com o que o dia não deu,
nós estaremos em festa. E vocês estarão convidados.
Sempre.28.9.11
Só quero saber do que pode dar certo.
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!
E fui!"22.9.11
Metade cheio.
As coisas são como são.
Cada dia um leão, cada dia um sentimento, cada dia uma troca.
E quando um vazio enorme parece tomar conta...
Umas palavras vem, mais trocas vão...
E o copo, que era só metade vazio e não vazio por completo,
Plim! Parece metade cheio.
E a vida me brinda com surpresas sempre
E o sentido, o famigerado sentido?
Talvez o vazio seja enfim tentar encontrá-lo.
13.9.11
L'amour pas pour moi.
Um dia acordou e não quis mais brincar.
5.9.11
Os meus traços de chuva
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto..."
8.8.11
E assim fez-se o calor
E o corpo inteiro feito um furacão...boca, nuca, mão e a tua mente não"
Tardes quentes neste invernão!
1.8.11
Sentimentalismos
A lembrança emotiva
Bate a saudade,
Silêncio,
Vazio,
Vontade,
Calor,
Color,
Coração,
Saudade."
12.7.11
E a outra metade também
Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor Apenas respeitadas Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço Que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso Que eu me lembro ter dado na infância Por que metade de mim é a lembrança do que fui A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria Pra me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer Porque metade de mim é platéia E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade também.
(O. Montenegro)7.7.11
11.6.11
Toda música é um abraço
'Cause I'm a lonely stranger here
Well beyond my dayAnd I don't know what's goin' on,
So I'll be on my way...1.6.11
Plantinhas caídas
As coisas são assim, altos e baixo, gripe e saúde, morte e vida.
"Não há mais retorno/ Uns há que ficam, são tantos/ Quero a mão dos que prosseguem.." Raul Seixas11.5.11
Quando eu fui chuva..
Quando já não tinha espaço, pequena fui(Luis Kiari e Caio Soh)Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
(...)Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
(...) >E, mesmo que eu te perca,Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela
27.12.10
O tempo não para!
You used to say live and let live
(you know you did, you know you did you know you did)
But in this ever changing world in which we live in
Makes you give in and cry
Say live and let die
30.10.10
A última gota
Veio invadir outra vez
Tudo que era azul e vivo
A energia que pulsava
Pensante, vibrante, emocionada
De repente fugiu
Uma outra emoção ainda estava
Ou será que nunca tinha ido?
Sem explicação e sem lugar
Uma tristezinha assim
Chegou novamente bem perto
Bem dentro fez sua festa
E só assim com a nova inundação
Conseguira entender
Ufa!
Era simplesmente a última gota.
15.10.10
Jeepers Creepers
Outras vezes montamos armadilhas para não conseguirmos escapar..
27.8.10
Menos prosa e mais poesia
De tempos em tempos se volta a poesia. Ainda não voltei à minha, mas então tomarei essa sem humildade pra mim. Do Drummond, que sempre me parece sincero e doce..
"Amor e Seu Tempo
Amor é privilégio de madurosEstendidos na mais estreita cama,
Que se torna a mais larga e mais relvosa,
Roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
O prêmio subterrâneo e coruscante,
Leitura de relâmpago cifrado,
Que, decifrado, nada mais existe
Valendo a pena e o preço do terrestre,
Salvo o minuto de ouro no relógio
Minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
Depois de se arquivar toda a ciência
Herdada, ouvida. amor começa tarde."
17.2.10
Viva paisagem
31.1.10
11.1.10
Let's not go to sleep
No grande azul
Uma canção ressoa
Determinante
O sono se esconde
Não é dia de anoitecer
Manhã de poeta
Nascem versos principiantes
9.11.09
Say Goodbye
"Now let's make this an evening
Lovers for a night, lovers for tonight
Stay here with me, love, tonight
Just for an evening
When we make
Our passion pictures
You and me twist up
Secret creatures
And we'll stay here
Tomorrow go back to being friends"
DMB
16.9.09
Assim ilustre
A palmeira, o verde tapete real
Umas gotas aqui e ali e ainda a surpresa do convivio
Um olhar de pequena e muitos pequenos com seus ruidos
Um abraço e tanto aperto de gente que se vê
Não ha nada de mais
E enfim tudo
Que faz a sinfonia tocar
Faz respirar quente a cidade
Fundo que faz orgulho de gente.
25.8.09
7.8.09
3.7.09
Ausência
Por que a pressa? Fui reticente demais na investida que cheguei a causar desconfiança? Não gosto de sombras, você sabe, prefiro um caminho limpo e seguro a esse mistério que habita bem no fundo desses olhos amendoados e cheios de si. Por que eu também tento me disfarçar? É como se sempre eu estivesse dando um passo em falso; não consigo traduzir nem em palavras nem em gestos o que quero de verdade... E também tem a sua pressa, a insconstância, as fugas... Essa mania que a gente tem de querer fazer da vida um poema e construir castelos de vento... É uma nostalgia doce e amarga ao mesmo tempo. Uma nostalgia contínua!
Ando tão inexata que tenho me ocultado de mim mesma, juntando lembranças para formar alguma coisa densa, algo que fique entre o final de um dia e a expectativa de outro e que não soe como ilusão ou armadilha para os próximos meses. Muita coisa se manteve intacta, eu sei, mas, na verdade, muito já se perdeu, e o meu desejo era poder segurar entre as mãos o que havia de mais ilógico, insano, inexplicável - escapou-me a coerência, no entanto, por entre os dedos. Mas eu sempre tive essa mania de querer manter vivo o que penso que faz sentido, as mãos aquecidas, o coração em profusão, a cabeça em nuvens. E você é tão contumaz!
Olhando assim nos seus olhos, esse cheiro de café que lembra obrigação, as suas mãos que não param de cumprir alguma coisa, o que eu queria encontrar nesse momento impróprio parece tão ínfimo e sem sentido. É uma hora imprópria, eu sei, para aprofundar um sorriso, aproximar para um beijo, fazer o dia melhor. Eu queria agora sonho, promessa, gargalhada, um dia furtivo, sorriso meigo, música, dança, um passo à frente e verdade no olhar. Quem sabe dizer tudo e nenhuma palavra, fazer verter a esperança de uma noite mais tensa, intensa, profana, inculta...mas bela. Apenas poder desenhar novamente o meu nome nos seus lábios."
De Ariana, em 01/07/09.28.6.09
Sem Dizer
Não digo o que me vem
Que nada vem a mim
O que dizer
Lá se vai em ti
Não digo a tua voz
Não digo o que me diz
Quando se vai
Sem dizer adeus
Fico só sem dizer
Fico só
Não digo o que não vem
Do que se vai em ti
O que disser
Não dirá de mim
Fico só sem dizer
Fico só
27.11.08
De amores-paixão e protótipos...
20 Novembro 2008
"Vicky Cristina Barcelona'
O amor-paixão é uma tentação irresistível, é o protótipo da vida intensamente vivida
"VICKY Cristina Barcelona", de Woody Allen, estreou no Brasil na semana passada. Com muita leveza e muito bom humor, o filme me levou a pensar nos percalços da vida amorosa.
A história do verão em Barcelona de Vicky e Cristina é um pequeno tratado do amor-paixão: os espectadores terão o prazer (ou desprazer) de se reconhecer em algum lugar do leque de experiências amorosas que o filme apresenta -é um leque pequeno, mas do qual escapamos pouco. Sem resumir, eis umas notas:
1) Os casais que se amam de paixão, cujos parceiros parecem ser feitos um para o outro, em regra, acabam tentando se matar -com faca, revólver ou qualquer outro instrumento (cf. Juan Antonio e Maria Elena). É porque, se o outro me completa e vice-versa, o risco é que nenhum de nós sobreviva à nossa união -ao menos, não como ente separado e distinto. Mas, por mais que seja ameaçadora, a paixão amorosa é uma tentação irresistível (cf. Cristina, Vicky, Judy) por uma razão simples: nas narrativas de nossa cultura, ela é o protótipo ideal da experiência plena, da vida intensamente vivida.
2) Por sorte ou não, o amor-paixão é raro. A maioria de nós vive relações menos "interessantes" e menos fatais -relações em que a gente se preocupa em criar os filhos, decorar a casa, ganhar um dinheiro ou jogar golfe (cf. Vicky e Doug, Judy e Mark). Não seria tão mal, salvo pelo detalhe seguinte: em geral, nesses casais "normais", ao menos um dos parceiros vive com a sensação de que sua escolha amorosa é resignada, fruto de um comodismo medroso: "O outro não é bem o que eu queria; culpa minha, que não tive a coragem de me arriscar a amar..."
Detalhe: como o amor-paixão é um ideal cultural, não é preciso ter atravessado a experiência da paixão para idealizá-la (as más línguas diriam, aliás, que é mais fácil idealizá-la sem tê-la vivido em momento algum).
3) Os que parecem não idealizar o amor-paixão passam o tempo se protegendo contra ele. Deve ser por isto que a "normalidade" amorosa pode ser insuportavelmente chata: porque ela exige a construção esforçada de defesas contra a paixão -argumentos morais e sociais, sempre mais "razoáveis" do que racionais (cf. Mark, Doug). Num casal, quem critica a doidice da paixão não parece sábio aos olhos de sua parceira ou de seu parceiro; ao contrário, ele parece, quase sempre, pequeno e um pouco covarde (cf. Vicky e Doug, Judy e Mark).
4) A paixão não é uma coisa que a gente possa encontrar saindo pelo mundo como um turista da vida (cf. Cristina). Pois não basta esbarrar na paixão; ainda é preciso encará-la quando ela se apresenta.
Pode ser que, um dia, se ela conseguir matar Juan Antonio com um tiro certeiro, Maria Elena seja internada ou presa. Pode ser que Juan Antonio seja um sujeito amoral e, por isso, perigoso. Pode ser que Vicky seja desesperadamente normal, trocando a chance de amar por uma casa num subúrbio norte-americano (estou sendo injusto com Vicky: na verdade ela tenta...).
Mas, para mim, a mais "patológica" de todas as personagens do filme é Cristina. Sua aparente abertura para a vida ("Ela não sabia o que queria, mas sabia o que não queria", narra a voz em off) é apenas uma versão "bonita" e literária de sua "insatisfação crônica" (diagnosticada por Maria Elena, com razão). Nisso, Cristina é muito próxima da gente: ela quer e consegue brincar com a paixão, mas sem perder a ilusão da liberdade ou o sonho do que ela poderia encontrar na próxima esquina.
Por isso, sua voracidade é a do turista: tira muitas fotos pelo mundo afora, mas será que ela se deixa tocar pela vida?
5) Disse que "Vicky Cristina Barcelona" trata dos percalços da vida amorosa com leveza e bom humor; de fato, saí do cinema sorrindo, e não era o único. Mas a amiga que me acompanhava comentou: "Adorei, mas é um filme triste". "Como assim?", estranhei. Ela respondeu, com razão: "É um filme triste porque os personagens se apaixonam, vivem sentimentos fortes, mas, no fim, tudo isso não transforma ninguém. Vicky e Cristina vão embora iguais ao que elas eram no começo, sobretudo Cristina...".
Minha amiga tinha razão. O amor e a paixão não nos fazem necessariamente felizes, mas são uma festa e uma alegria porque deles podemos esperar ao menos isto: que eles nos tornem um pouco outros, que eles nos mudem. Agora, nem sempre funciona... "
16.9.08
ciné-quotes dois
Rob: What came first, the music or the misery? People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?
---
Rob: It would be nice to think that since I was 14, times have changed. Relationships have become more sophisticated. Females less cruel. Skins thicker. Instincts more developed. But there seems to be an element of that afternoon in everything that's happened to me since. All my romantic stories are a scrambled version of that first one.
---
Rob: The making of a great compilation tape, like breaking up, is hard to do and takes ages longer than it might seem. You gotta kick off with a killer, to grab attention. Then you got to take it up a notch, but you don't wanna blow your wad, so then you got to cool it off a notch. There are a lot of rules. Anyway... I've started to make a tape... in my head... for Laura. Full of stuff she likes. Full of stuff that make her happy. For the first time I can sort of see how that is done.
---
Rob: Top five things I miss about Laura. One; sense of humor. Very dry, but it can also be warm and forgiving. And she's got one of the best all time laughs in the history of all time laughs, she laughs with her entire body. Two; she's got character. Or at least she had character before the Ian nightmare. She's loyal and honest, and she doesn't even take it out on people when she's having a bad day. That's character.
[holds up three fingers]
Rob: Three;
[long pause, hesitantly]
Rob: I miss her smell, and the way she tastes. It's a mystery of human chemistry and I don't understand it, some people, as far as their senses are concerned, just feel like home.
[shakes his head, recollecting, then looks back and lip synchs 'four' while holds up four fingers]
Rob: I really dig how she walks around. It's like she doesn't care how she looks or what she projects and it's not that she doesn't care it's just, she's not affected I guess, and that gives her grace. And five; she does this thing in bed when she can't get to sleep, she kinda half moans and then rubs her feet together an equal number of times... it just kills me. Believe me, I mean, I could do a top five things about her that drive me crazy but it's just your garden variety women you know, schizo stuff and that's the kind of thing that got me here.
Barry: What's her name?
Dick: Anna.
Barry:Anna? Anaconda?
Dick: Anna Moss.
Barry: (laughing) Anna Moss?!? Is she all green and fuzzy and mossy? And you met this bruiser where? At the Home for the Mentally Challenged or the Blind or the bus station?
Dick: No, she came in and asked about the new Green Day...
Barry: Oh, finally! Anna! Dick! That's great. Really smoke that ass!
Rob: Liking both Marvin Gaye and Art Garfunkel is like supporting both the Israelis and the Palestinians.
Laura: No, it's really not, Rob. You know why? Because Marvin Gaye and Art Garfunkel make pop records.
Rob: Made! Made! Marvin Gaye is dead. His father shot him!
Customer: Hi, do you have the song "I Just Called To Say I Love You?" It's for my daughter's birthday.
Barry: Yea we have it.
Customer: Great great... Well, can I have it?
Barry: No, you can't.
Customer: Why not?!
Barry: Because it's sentimental tacky crap that's why. Do we look like a store that sells "I Just Called to Say I Love You"? Go to the mall!
Customer: What's your problem?!
Barry: Do you even know your daughter? There's no way she likes that song! Oh oh oh wait! Is she in a coma?
Barry: Rob, top five musical crimes perpetuated by Stevie Wonder in the '80s and '90s. Go. Sub-question: is it in fact unfair to criticize a formerly great artist for his latter day sins, is it better to burn out or fade away?
--- Rob: I will now sell five copies of the 3 E.P.s by The Beta Band.
Dick: Go for it. [Rob plays the record]
Customer: Who is this?
Rob: The Beta Band.
Customer: It's good.
Rob: I know.
Dick: It guess it looks as if you're reorganizing your records. What is this though? Chronological?
Rob: No...
Dick: Not alphabetical...
Rob: Nope.
Dick: What?
Rob: Autobiographical.
Dick: No fuckin' way.
15.9.08
ciné-quotes
"You cannot make friends with the rock stars. That's what's important. If you're a rock journalist - first, you will never get paid much. But you will get free records from the record company. And they'll buy you drinks, you'll meet girls, they'll try to fly you places for free, offer you drugs... I know. It sounds great. But they are not your friends. These are people who want you to write sanctimonious stories about the genius of the rock stars, and they will ruin rock and roll and strangle everything we love about it."
Lester Bangs: Aw, man. You made friends with them. See, friendship is the booze they feed you. They want you to get drunk on feeling like you belong.
William Miller: Well, it was fun.
Lester Bangs: They make you feel cool. And hey. I met you. You are not cool.
William Miller: I know. Even when I thought I was, I knew I wasn't.
Lester Bangs: That's because we're uncool. And while women will always be a problem for us, most of the great art in the world is about that very same problem. Good-looking people don't have any spine. Their art never lasts. They get the girls, but we're smarter.
William Miller: I can really see that now.
Lester Bangs: Yeah, great art is about conflict and pain and guilt and longing and love disguised as sex, and sex disguised as love... and let's face it, you got a big head start.
William Miller: I'm glad you were home.
Lester Bangs: I'm always home. I'm uncool.
William Miller: Me too!
Lester Bangs: The only true currency in this bankrupt world if what we share with someone else when we're uncool.
William Miller: I feel better.
Lester Bangs: My advice to you. I know you think those guys are your friends. You wanna be a true friend to them? Be honest, and unmerciful.
17.6.08
V is Very Very Extraordinary
NEW school soul food.
Na verdade ela não teria nada de extraordinary. Mais um rostinho bonito dentro de uma embalagem bastante conveniente para os dias de hoje. Mas a alma alimenta ainda. E como!
Joss Stone é mais uma jovem intérprete daquele pequeno pedaço de mundo com tanta musica pra dar. Ok, music makes the people come together, mas presenciando a inglesinha ao vivo devo confessar que ela faz mais que isso. Tem algo de inexplicavel, e na verdade eu nunca soube explicar muita muita musica e experiência cultural por causa desse algo ai.Na mais simplista das respostas eu sempre digo que é FEELING. Ou é aquilo que Aretha, Stevie e a Joss têm comum pra chamar de estilo: SOUL.
E então não se explica mais nada. Alimentar aqui dentro é sempre extraordinary.
Obs.:L-O-V-E é a faixa citada no titulo do post.
Obs.2: Para sentir a vibe da coisa, links coloridinhos levam aos drops Joss em São Paulo.
11.5.08
Derrière les nuages..
Paint a picture, Clear cut and pale on a cold winter's day, Shapes and cool light wander the streets like an army of strays, On a cold winters day.
Will you let me romanticize, The beauty in our London Skies, You know the sunlight always shines, Behind the clouds of London Skies.
Patient moments chill to the bone under infinite greys, Vision hindered mist settling low like a ghostly ballet, On a cold winter's day.Nothing is certain except everything you know can change, you worship the sun but now, can you fall for the rain...
3.4.08
En 2009, une Année de la France au Brésil
Direto do CulturesFrance:
L’Année du Brésil en France, Brésil Brésils, en 2005, a connu un vif succès et permis de mesurer l’intérêt grandissant que le Brésil, puissance émergente, suscite en France. Désireux de poursuivre et d’approfondir les partenariats noués à cette occasion, les présidents Chirac et Lula ont décidé, en mai 2006, d’organiser un grand événement retour, une Année de la France au Brésil, qui couvrira tous les domaines de nos relations.
La France est déjà très présente au Brésil, à travers une programmation artistique riche et diversifiée et des coopérations vivantes dans les domaines scientifique, technique, universitaire, économique. Français et Brésiliens se parlent, échangent, se disputent, réfléchissent ensemble, agissent ensemble.
L’Année ne vise donc pas à faire découvrir la France aux Brésiliens, qui la connaissent souvent très bien. Elle aura surtout pour ambition de compléter et d’affiner cette connaissance, en valorisant nos capacités de création et d’innovation, dans des secteurs où nos amis brésiliens ne nous attendent pas toujours. Elle cherchera à mettre en lumière la diversité de la société française, presque aussi métisse que la société brésilienne, en s’appuyant notamment sur l’expérience multiple des collectivités territoriales. Elle permettra, enfin, de témoigner de notre volonté de dialogue et de partenariat avec le Brésil, en donnant la priorité aux opérations conjointes, tournées vers le monde. Les temps forts de l’Année seront donc les suivants :
- La France aujourd’hui : création contemporaine, recherche et innovation, entreprises et technologies de pointe au service du développement durable ;
- La France diverse : métissage, tradition, patrimoine et créativité de cultures plurielles ;
- La France ouverte : accueil des autres cultures, débat d'idées, ouverture économique, recherche de régulations à la mondialisation, coopérations avec le Brésil en direction du monde, notamment l'Afrique.
La programmation de l’Année, centrée sur ces trois thématiques, investira les grands événements du calendrier brésilien, mais aura également le souci de couvrir aussi largement que possible le vaste territoire brésilien, en allant à la rencontre du public là où il se trouve, par le biais de manifestations itinérantes. Elle sera construite par les commissariats français et brésilien.
Dates indicatives : 21 avril – 15 novembre 2009 (deux fêtes nationales brésiliennes - 21 avril 1792 : mort de Tiradentes, animateur du premier mouvement d’indépendance du Brésil ; 15 novembre 1889 : proclamation de la première république brésilienne).
Président français : Yves Saint-Geours, Ambassadeur, président de l’établissement public du Grand Palais.Commissaire générale française : Anne Louyot, conseillère des Affaires étrangères.
Président du commissaire brésilien : Danilo Santos de Miranda, sociologue, directeur général du SESC Sao PauloContact : Michelle Robert
Mais informações no site do MinC
















