5.6.14

Sociedade de metades.

Me choca a imaturidade nos tempos líquidos. Novamente, não que eu não tenha que lidar com a minha porção , que ja me perturba num tanto razoável.
Ainda assim, me choca vê-lá escancarada nos outros. E a imaturidade pode ser saudável se temos a sensatez de reconhecê-la. Mas quando vem velada, ou coberta por algum tipo de soberba na pessoa, ah... Aí me choca e me causa indignação.
Nos relacionamentos., por exemplo, ha de se entender ainda porque não há sinceridade. Por que jogos e enrolação? Por que ter tudo pela metade e não o que se quer de fato, por inteiro? Por que não se assumir o desejo de uma noite somente? Ou o desejo de um compromisso? Por que resistir em assumir o que se quer por inteiro?
Pra mim, é perturbador, e uma perda de tempo e energia.
Quando se assume a imaturidade, é notadamente reconhecido: não possuo estrutura para lidar bem com isso, e portanto optarei por outra escolha. Ou então arrisca-se... Talvez eu não tenha maturidade, mas me lanço. Se não for valido, saio.
Assim são as decisões na vida, ou deveriam ser.
Não sou nenhuma rebelde contra a indecisão , mas de fato atualmente a capa protetora que finge não existir imaturidade ou despreparo para as situações é uma involução na sociedade. A tal do espetaculo. Basta jogar e fingir. Parecer, enganar, aparentar. E não de fato assumir.
Talvez por isso eu esteja tão revoltada com a politica dos bastidores. E os relacionamentos da vida privada.
Tudo teatro. Sera que é arrogância ou realmente a maioria involuiu pra essa paralisia da verdade e da coragem?
Socorro, quero assumir meus sucessos e cagadas, minhas escolhas amorosas e profissionais, ser sincera, arriscar, e ser feliz ou ter decepções por inteiro.
De metades e meias verdades o mundo está farto.

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